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sábado, 5 de março de 2016

QUEM É DEUS?

 
 
O termo Deus que usamos para designar o ser supremo que adoramos vem do grego  Theos e serve, também, para traduzir geralmente a expressão El, do hebraico, que era a designação para uma divindade. Serve, ainda, para traduzir 'Elohim e Elyon, também do hebraico, que eram as designações mais comuns do Deus único, eterno e criador, cujo nome pessoal é Yahweh.
     Tem sido um termo mal empregado por muitos que desconhecem ou rejeitam a existência do Deus verdadeiro, como é o exemplo de adeptos das idéias de Platão que pensava em Deus como sendo a mente eterna, a causa do bem na natureza. Outros definiam Deus como sendo a existência completa de todo ser e que cada ser seria apenas uma derivação dele. Filó-sofos mais modernos também empregaram o termo de forma errada, tais como Fichte, para quem Deus era apenas a ordem moral do universo; ou como Hegel que considerava Deus o espírito absoluto porém sem consciência, até que se torne consciente na razão e pensamentos do homem; ou, ainda, Augusto Comte, para quem Deus era a própria humanidade ou sociedade na sua amplitude.
     Hoje continuam existindo as mais diversas idéias a respeito de Deus no meio chamado cristão e, até mesmo, no meio chamado evangélico. Há os que pensam que Deus tem uma mãe, outros que pensam que Deus é a natureza, outros que pensam que Deus é um ser completamente transcendente (distanciado de tudo). Outros, ainda, pensam que é somente um poder espiritual imanente no universo e uma força criadora em forma de energia.
     Enfim, não há verdade na expressão tão corriqueira de que o nosso Deus é o mesmo Deus de todas as pessoas. Quem é Deus, de fato? À luz da Bíblia podemos conhecer o que Deus revelou dEle mesmo a nós.

DEUS É O SER ETERNO
Gên 21.33; Isa 40.28; Sal 90.2

Esta é a primeira característica do Deus verdadeiro e é uma característica que é peculiar a ele somente. Deus não é um ser eterno, mas é o ser eterno. Ele é único. Não tem princípio nem terá fim; sempre existiu e sempre existirá. Não há qualquer outro ser no universo que seja como Deus, porque mesmo os que foram criados por Ele e passaram a ter uma existência sem fim, um dia, ao serem criados, tiveram um princípio. Assim são os seres celestiais (mesmo os que caíram); assim são os seres humanos. Suas existências se prolongarão pela eternidade, porém em alguma época tiveram um princípio.
     No entanto, Deus não é assim. Ele é eterno. Os patriarcas sabiam disso. Abraão, seus descendentes, Moisés, os profetas, os apóstolos, adoravam e serviam ao Deus eterno. O apóstolo Paulo declarou que ele é o único que possui imortalidade (1Tim 6:16). O próprio Deus decla-rou sua eternidade a Moisés, quando este perguntou a quem deveria anunciar aos hebreus como seu mandatário e recebeu a seguinte resposta: “EU SOU O QUE SOU. (...) Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.” (Êxodo 3:14).
     Uma interessante observação que é feita por Henry Clarence Thiessen, autor de Palestras em Teologia Sistemática, editada pela Imprensa Batista Regular, São Paulo, é que Deus “é a causa do tempo” (pág. 77). Lembra que tanto espaço quanto tempo estão entre as coisas que foram feitas por ele.


DEUS É O SER ONIPRESENTE
Sl 139.7-12; Jer 23.23,24; At 17.27,28

Deus pode estar, ao mesmo tempo, em todos os lugares do universo, pode estar junto de cada ser humano, está em cada crente em Cristo. Sua pessoa transcende o espaço e não é restrito a lugares.
     Deve-se ter o cuidado, no entanto, para não se pensar como os panteístas ou os naturalistas que crêem que Deus está, necessariamente, em todas as coisas ou em toda a natureza. Também não se pode pensar que Deus está obrigatoriamente em lugares onde as características são contrárias à sua natureza moral. Deus pode interferir, mas não tem que estar, inerte, observando ou sendo obrigado a participar do que não deseja participar (Amós 5.23).

DEUS É O SER ONISCIENTE
Sal 147.5; Prov 15.11; ; Heb 4.13

Há uma idéia tacanha a respeito da onisciência de Deus: a de que ele é onisciente porque conhece a mente do homem. Alguns até desen-volveram a idéia de que Satanás não conhece a mente do homem porque ele não é onisciente.
     Se a onisciência de Deus fosse somente isto, seria muito pouco. Deus é onisciente porque conhece todas as coisas, em todos os lugares e em todos os tempos. Ainda é Thiessen quem diz: “Com onisciência de Deus queremos dizer que ele conhece a si próprio e todas as outras coisas, quer sejam reais ou apenas possíveis, quer sejam passadas, presentes ou futuras, e que ele as conhece perfeitamente e por toda a eternidade. Ele conhece as coisas imediata, simultânea, completa e verdadeiramente. “(Op. cit., Pág 78)
     Talvez o que mais possa caracterizar Deus como o ser onisciente, seja a sua capacidade de conhecer a si próprio de modo total e completo. Quem seria capaz de conhecer Deus em sua totalidade a não ser ele próprio?

DEUS É O SER ONIPOTENTE
Gn 17.1; Mt 19.26; Ap 19.6

Tiessen lembra que “para o cristão, a onipotência de Deus é uma fonte de grande conforto e esperança” (op. cit. p. 80). E realmente o é. Ser servo daquele que tem todo o poder em todo o universo é algo confortante e maravilhoso. No entanto, deve ser observado que há o outro lado da moeda: para os descrentes, para os que rejeitam Deus e sua soberania, a sua onipotência é sinônimo de pavor porque é a indicação infalível para verdade que um dia todo joelho se dobrará diante dele (Fp 2.10).
     Não precisamos ficar a analisar demoradamente o que seria onipotência, uma vez que a expressão é precisa em indicar o seu próprio significado: todo o poder, poder total. Deus é o único ser em todo o universo que tem e detém para si todo o poder (Sl 62.11). O poder pertence a ele somente, não existindo nenhum outro ser em todo o universo que divida o poder com ele, Deus. A onipotência de Deus é manifestada na sua vontade infinita, que é capaz de fazer tudo o que deseja, de criar tudo do nada.



Mas precisamos analisar alguns aspectos dessa onipotência de Deus que tem sido mal compreendida ou mal observada por tantos.

1. A onipotência de Deus não o obriga a fazer coisas que sejam contrárias à sua natureza.

Lewis Sperry Chafer, em sua obra de Teologia Sistemática, Vol I, editada pela Imprensa Batista Regular, São Paulo, 1986, diz: “A capacidade divina de criar um universo a partir do nada através da vontade é a grande manifestação de poder. Tal poder só pertence a Deus. Ele é capaz de fazer tudo o que deseja, mas ele pode não desejar agir na medida plena de sua onipotência. Sua vontade é dirigida para fins santos e dignos. Ele não pode se contradizer” (pág. 178). Ele não pode mentir (Hb 6.18); ele não pode negar-se a si próprio (2Tm 2.13); ele não pode praticar pecado (Tg 1.13). Se Deus, para provar o seu poder fizesse essas coisas, deixaria de ter a natureza que tem, na qual não pode existir qualquer resquício de malignidade. Tiessen afirma que Deus “pode fazer qualquer coisa que esteja em harmonia com a sua natureza” (p. 79).


2. A onipotência de Deus não o obriga a fazer o que ele não desejar.

Ele deixaria de ser onipotente se fosse obrigado a fazer qualquer coisa ou, até mesmo, se fosse obrigado a deixar de fazer qualquer coisa. O poder de Deus lhe dá a condição de se auto-limitar e isto porque só ele próprio poderia criar limites para si, sendo isto impossível para qualquer outro ser no universo. Aliás, essa é a grande luta de Satanás contra Deus: limitar Deus no seu poder ou desvirtuar o poder de Deus. Essa é a luta que vemos no episódio da criação, mas vemos também ali, Deus mantendo sua onipotência. Sendo onisciente, Deus já sabia que o homem pecaria, mas se deixasse de criar o homem para que este não pecasse, estaria sendo limitado não por si próprio, mas por Satanás que levaria o homem a pecar. Se criasse o homem sem capacidade de escolher suas próprias atitudes, também estaria sendo limitado por Satanás, uma vez que desejava criar um ser que seria à sua imagem e à sua semelhança. O plano de salvação estabelecido por Deus antes mesmo da criação do mundo é uma manifestação da natureza de Deus incomparável. Ele manteve a sua onipotência porque criou o homem e manteve a capacidade de escolha do homem apresentando-lhe duas escolhas consecutivas e conseqüentes: a primeira escolha seria não morrer; e a segunda escolha (já que o homem escolheu morrer) seria o homem receber de volta a vida. Tanto a soberania onipotente de Deus, quanto a liberdade de escolha do homem foram mantidos na criação e no plano de salvação. Deus só fez o que ele desejou fazer e não deixou de fazer o que queria.

3. A onipotência de Deus é eterna. 

Quando ensinava como o servo de Deus deve orar, Jesus declarou que ao Pai pertence o reino, e o poder, e a glória, para sempre (Mat 6.13); o apóstolo Paulo, escrevendo sua carta aos da igreja de Roma, declara que o poder de Deus é eterno (Rom 1.20). Não é uma característica de Deus que pode cessar. O poder de Deus não é um poder limitado ao tempo, porém dura para sempre. Se fosse limitado ao tempo não seria onipotência pois, de alguma maneira, teria um limite.


4. A onipotência de Deus é declarada na natureza.

Lembrando, ainda, das palavras do apóstolo Paulo aos romanos, observamos que o poder de Deus pode ser compreendido e claramente visto através das coisas que foram criadas. Nenhum outro ser poderia criar o universo, as coisas que vemos e as que não vemos. Há pessoas que pensam na natureza como se ela própria tivesse um poder pessoal e, até mesmo, como se fosse onipotente. No entanto, toda a natureza, em sua complexidade infinita, manifesta que um ser todo-poderoso criou todas as coisas, organizando-as sob todos os aspectos.
 
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TEOLOGIA - A DOUTRINA DE DEUS

I. DEFINIÇÕES DE DEUS:

A) Definição Filosófica de Platão:
 

Deus é o começo, o meio e o fim de todas as coisas. Ele é a mente ou razão suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, imutável, onisciente, onipotente; tudo permeia e tudo controla; é justo, santo, sábio e bom; o absolutamente perfeito, o começo de toda a verdade, a fonte de toda a lei e justiça, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o bem.

B) Definição Cristã do Breve Catecismo:
 

Deus é um Espírito, infinito, eterno e imutável em Seu Ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

C) Definição Combinada:
 

Deus é um espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas tem sua origem, sustentação e fim (Jo.4:24; Ne.9:6; Ap.l:8; Is.48:12; Ap.1:17).

D) Definições Bíblicas:
 

As expressões "Deus é Espírito" (Jo.4:24) e "Deus é Luz " (IJo.1:5), são expressões da natureza essencial de Deus, enquanto que a expressão "Deus é amor" (IJo.4:7) é expressão de Sua personalidade. (ITm.6:16)




II. ESSÊNCIA OU NATUREZA DE DEUS:
 

Quando falamos em essência de Deus, queremos significar tudo o que é essencial ao Seu Ser como Deus, isto é, substância e atributos.

A) Substância de Deus:
 

1) Há duas substâncias: matéria e espírito.

2) Deus é uma substância simples:


B) Atributos de Deus:

Sua substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades ou propriedades dessa substância. Atributos é a manifestação do Ser de Deus.




III. CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS:

A) Naturais e Morais:

Também chamados de "intransitivos e transitivos", "incomunicáveis e comunicáveis", "absolutos e relativos", "negativos e positivos" ou "imanentes e emanentes".


B) Atributos Naturais:

1) Vida:
Deus tem vida; Ele ouve, vê, sente e age, portanto é um Ser vivo (Jo.10:10; Sl.94:9,l0; IICr.16:9; At.14:15; ITs.1:9). Quando a Bíblia fala do olho, do ouvido, da mão de Deus, etc., fala metaforicamente. A isto se dá o nome de antropomorfismo. Deus é vida (Jo.5:26; 14:26) e o princípio de vida (At.17:25,28).

2) Espiritualidade: Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e, portanto, é livre de todas as limitações temporais (Jo.4:24; Dt.4:15-19,23; Hb.12:9; Is.40:25; Lc.24:39; Cl.1:15; ITm.1:17; IICo.3:17)

3) Personalidade:
Existência dotada de auto-consciência e auto-determinação (Ex.3:14; Is.46:11).

a) Volição ou vontade = querer (Is.46:10; Ap.4:11).

b) Razão ou intelecto = pensar (Is.14:24; Sl.92:5; Is.55:8).

c) Emoção ou sensibilidade = sentir (Gn.6:6, IRs.11:9, Dt.6:15; Pv.6:16; Tg.4:5)


4) Tri-Unidade:


a) Unidade de Ser:
Há no Ser divino apenas uma essência indivisível. Deus é um em sua natureza constitucional. A palavra hebraica que significa um no sentido absoluto é yacheed(Gn.22:2), isto é, uma unidade numérica simples. Essa palavra não é empregada para expressar a unidade da divindade. A unidade da divindade é ensinada nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos um. (Jo.10:30). Jesus está falando da unidade da essência e não de unidade de propósito. (Jo.17:11,21-23, IJo.5:7)

b) Trindade de Personalidade:
Há três Pessoas no Ser divino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A palavra hebraica que significa um no sentido de único é echad que se refere a uma unidade composta. Esta palavra é empregada para expressar a unidade da divindade. Esta palavra é usada em Dt.6:4; Gn.2:24 e Zc.14:9 (Veja também Dt.4:35;32:39; ICr.29:1; Is.43:10;44:6;45:5; IRs.8:60; Mc.10:9;12:29; ICo.8:5,6; ITm.2:5; Tg.2:19; Jo.17:3; Gl.3:20; Ef.4:6).

c) Elohim:
Este nome está no plural e não concorda com o verbo no singular quando designativo de Deus (Gn.1:26;3:22; 11:6,7;20:13;48:15; Is.6:8)

d) Há distinção de Pessoas na Divindade:
Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se referindo à outra (Gn.19:24; Os.1:7; Zc.3:1,2; IITm.1:18; Sl.110:1; Hb.1:9).


5) Auto-Existência:
Jerônimo disse: Deus é a origem de Si mesmo e a causa de Sua própria substância. Jerônimo estava errado, pois Deus não tem causa de existência, pois não criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo; Ele nunca teve início. Ele é o Eterno EU SOU (Ex.3:14), portanto Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser. Deus é a razão de sua própria existência (Jo.5:26; At.17:24-28; ITm.6:15,16).


6) Infinidade ou Perfeição:
É o atributo pelo qual Deus é isento de toda e qualquer limitação em seu Ser e em seus atributos (Jó.11:7-10; Mt.5:48). A infinidade de Deus se contrasta com o mundo finito em sua relação tempo-espaço.

a) Eternidade:
A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada eternidade. Deus é Eterno (Sl.90:2; 102:12,24-27; Sl.93:2; Ap.1:8; Dt.33:27; Hb.1:12). A eternidade de Deus não significa apenas duração prolongada, para frente e para traz, mas sim que Deus transcende a todas as limitações temporais (IIPe.3:8) existentes em sucessões de tempo. Deus preenche o tempo. Nossa vida se divide em passado, presente e futuro. mas não há essa divisão na vida de Deus. Ele é o Eterno EU SOU. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a sucessão de momentos, e tem a totalidade de sua existência num único presente indivisível (Is.57:15).

b) Imensidão:
A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada imensidão ou imensidade. Deus é imenso (Grande ou Majestoso; Jó.36:5,26; Jó.37:22,23; Jr.22:18; Sl.145:3). Imensidão é a perfeição de Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitações espaciais e, contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu Ser PESSOAL (não é panteísmo). A imensidão de Deus é intensiva e não extensiva, isto é, não significa extensão ilimitada no espaço, como no panteísmo. A imensidão de Deus é transcendente no espaço (intramundano ou imanente = dentro do mundo - Sl.139:7-12; Jr.23:23,24) e fora do espaço (supramundano = acima do mundo; extramundano = além do mundo; emanente = fora do mundo - IRs.8:27; Is.57:15).

c) Onipresença:
É quase sinônimo de imensidão: A imensidade denota a transcendência no espaço enquanto que a onipresença denota a imanência no espaço. Deus é imanente em todas as Suas criaturas e em toda a criação. A imanência não deve ser confundida com o panteísmo (tudo é Deus) ou com o deísmo que ensina que Deus está presente no mundo apenas com seu poder (per portentiam) e não com a essência e natureza de ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo à distância. Deus ocupa o espaço repletivamente porque preenche todo o espaço e não está ausente em nenhuma parte dele, mas tampouco está mais presente numa parte que noutra (Sl.139:11,12). Deus ocupa o espaço variavelmente porque Ele não habita na terra do mesmo modo que habita no céu, nem nos animais como habita nos homens, nem nos ímpios como habita nos piedosos, nem na igreja como habita em Cristo (Is.66:1; At.17:27,28; Compare Ef.1:23 com Cl.2:9).

7) Imutabilidade:
É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em Deus, em sua natureza, em seus atributos e em seu conselho.

a) A "base" para a imutabilidade de Deus:
É Sua simplicidade, eternidade, auto-existência e perfeição. Simplicidade porque sendo Deus uma substância simples, indivisível, sem mistura, não está sujeito a variação (Tg.1:17). Eternidade porque Deus não está sujeito às variações e circunstâncias do tempo, por isso Ele não muda (Sl.102:26,27; Hb.1:12 e 13:8). Auto-existência porque uma vez que Deus não é causado, mas existe em Si mesmo, então Ele tem que existir da forma como existe, portanto sempre o mesmo (Ex.3:14). E perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio, mais santo, mais justo, mais misericordioso, e nem menos. Por isso Deus é imutável como a rocha (Dt.32:4).

b) Imutabilidade não significa imobilidade:
Nosso Deus é um Deus de ação (Is.43:13).

c) Imutabilidade implica em não arrependimento:
Alguns versículos falam de Deus como se Ele se arrependesse (Ex.32:14, IISm.24:16, Jr.18:8; Jl.2:13). Trata-se de antropomorfismo (Nm.23:19; Rm.11:29; ISm.15:29; Sl.110:4).

d) Imutabilidade de Deus em Sua natureza:
Deus é perfeito em sua natureza por isso não muda nem para melhor nem para pior (Ml.3:6).

e) Imutabilidade de Deus em Seus atributos:
Deus é imutável em suas promessas (IRs.8:56; IICo.1:20); em sua misericórdia (Sl.103:17; Is.54:10); em sua justiça (Ez.8:18); em seu amor (Gn.18:25,26).

f) Imutabilidade de Deus em Seu conselho:
Deus planejou os fatos conforme a sua vontade e decretou que este plano seja concretizado. Nada poderá se opor à sua vontade. O próprio Deus jamais mudará de opinião, mas fará conforme seu plano predeterminado (Is.46:9,10; Sl.33:11; Hb.6:17).

8) Onisciência:
Atributo pelo qual Deus, de maneira inteiramente única, conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples. O conhecimento de Deus tem suas características:

a) É arquétipo:
Deus conhece o universo como ele existe em Sua própria idéia anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço; e este conhecimento não é obtido de fora, como o nosso (Rm.11:33,34).

b) É inato e imediato:
Não resulta de observação ou de processo de raciocínio (Jó.37:16)

c) É simultâneo:
Não é sucessivo, pois Deus conhece as coisas de uma vez em sua totalidade, e não de forma fragmentada uma após outra (Is.40:28).

d) É completo:
Deus não conhece apenas parcialmente, mas plenamente consciente (Sl.147:5).

e) Conhecimento necessário:
Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas possíveis, um conhecimento que repousa na consciência de sua onipotência. É chamado necessário porque não é determinado por uma ação da vontade divina. (Por exemplo: O conhecimento do mal é um conhecimento necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido (Hc.1:13) Deus não pode nem quer ver o mal, mas o conhece, não por experiência, que envolve uma ação de Sua vontade, mas sim por simples inteligência, por ser ato do intelecto divino (veja IICo.5:21 onde o termo grego ginosko é usado).

f) Conhecimento livre:
É aquele que Deus tem de todas as coisas reais, isto é, das coisas que existiram no passado, que existem no presente e existirão no futuro. É também chamado visionis, isto é, conhecimento de vista.

g) Presciência:
Significa conhecimento prévio; conhecimento de antemão. Como Deus pode conhecer previamente as ações livres dos homens? Deus decretou todas as coisas, e as decretou com suas causas e condições na exata ordem em que ocorrem, portanto sua presciência de coisas contingentes (ISm.23:12; IIRs.13:19; Jr.38:17-20; Ez.3:6 e Mt.11:21) apoia-se em seu decreto. Deus não originou o mal mas o conheceu nas ações livres do homem (conhecimento necessário), o decretou e preconheceu os homens. Portanto a ordem é: conhecimento necessário, decreto, presciência. A presciência de Deus é muito mais do que saber o que vai acontecer no futuro, e seu uso no N.T. é empregado como na LXX que inclui Sua escolha efetiva (Nm.16:5; Jz.9:6; Am.3:2). Veja Rm.8:29; IPe.1:2; Gl.4:9. Como se processou o conhecimento necessário de Deus nas livres ações dos homens antes mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana não é uma coisa inteiramente indeterminada, solta no ar, que pende numa ou noutra direção, mas é determinada por nossas próprias considerações intelectuais e caráter (lubentia rationalis = auto-determinação racional). Liberdade não é arbitrariedade e em toda ação racional há um porquê, uma razão que decide a ação. Portanto o homem verdadeiramente livre não é o homem incerto e imprevisível, mas o homem seguro. A liberdade tem suas leis - leis espirituais - e a Mente Onisciente sabe quais são (Jo.2:24,25). Em resumo, a presciência é um conhecimento livre (scientia libera) e, logicamente procede do decreto, "...segundo o decreto sua vontade" (Ef.1:11).

h) Sabedoria:
A sabedoria de Deus é a Sua inteligência como manifestada na adaptação de meios e fins. Deus sempre busca os melhores fins e os melhores meios possíveis para a consecução dos seus propósitos. H.B. Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele produz os melhores resultados possíveis com os melhores meios possíveis. Uma definição ainda melhor há de incluir a glorificação de Deus: Sabedoria é a perfeição de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento à consecução dos seus fins de um modo que o glorifica o máximo (Rm.ll:33-36; Ef.1:11,12; Cl.1:16). Encontramos a sabedoria de Deus na criação (Sl.19:1-7; Sl.104), na redenção (ICo.2:7; Ef.3:10) . A sabedoria é personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Pv.8 e ICo.1:30; Jó.9:4; veja também Jó 12:13,16).

9) Onipotência:
É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira.
A onipotência de Deus não significa o exercício para fazer aquilo que é incoerente com a natureza das coisas, como, por exemplo, fazer que um fato do passado não tenha acontecido, ou traçar entre dois pontos uma linha mais curta do que uma reta. Deus possui todo o poder que é coerente com Sua perfeição infinita, todo o poder para fazer tudo aquilo que é digno dEle. O poder de Deus é distinguido de duas maneiras: Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus e potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus. Hodge e Shedd definem o poder absoluto de Deus como a eficiência divina, exercida sem a intervenção de causas secundárias, e o poder ordenado como a eficiência de Deus, exercida pela ordenada operação de causas secundárias. Chanock define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus é capaz de fazer o que Ele não fará, mas que tem possibilidade de ser feito, e o poder ordenado como o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer, isto é, o que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exercício; os quais não são poderes distintos, mas um e o mesmo poder. O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto, pois se Ele não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, não teria poder para fazer tudo o que Ele deseja. Podemos, portanto, definir o poder ordenado de Deus como a perfeição pela qual Ele, mediante o simples exercício de Sua vontade, pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou conselho. E' óbvio, porém, que Deus pode realizar coisas que a Sua vontade não desejou realizar (Gn.18:14; Jr.32:27; Zc.8:6; Mt.3:9; Mt.26:53). Entretanto há muitas coisas que Deus não pode realizar. Ele não pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo (Nm.23:19; ISm.15:29; IITm.2:13; Hb.6:18; Tg.1:13,17; Hb.1:13; Tt.1:3), isto porque não há poder absoluto em Deus, divorciado de Sua perfeições, e em virtude do qual Ele pudesse fazer todo tipo de coisas contraditórias entre Si (Jó.11:7). Deus faz somente aquilo que quer fazer (Sl.115:3; Sl.135:6).

a) El-Shaddai:
A onipotência de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai traduzido por Todo-Poderoso (Gn.17:1; Ex.6:3; Jó.37:23 etc).

b) Em todas as coisas:
A onipotência de Deus abrange todas as coisas (ICr.29:12), o domínio sobre a natureza (Sl.107:25-29; Na.1:5,6; Sl.33:6-9; Is.40:26; Mt.8:27; Jr.32:17; Rm.1:20), o domínio sobre a experiência humana (Sl.91:1; Dn.4:19-37; Ex.7:1-5; Tg.4:12-15; Pv.21:1; Jó.9:12; Mt.19:26; Lc.1:37), o domínio sobre as regiões celestiais (Dn.4:35; Hb.1:13,14; Jó.1:12; Jó 2:6).

c) Na criação, na providência e na redenção:
Deus manifestou o seu poder na criação (Rm.4:17; Is.44:24), nas obras da providência (ICr.29:11,12) e na redenção (Rm.1:16; ICo.1:24).


10) Soberania ou Supremacia:
Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Gn.14:19; Ne.9:6; Ex.18:11; Dt.10:14,17; ICr.29:11; IICr.20:6; Jr.27:5; At.17:24-26; Jd.4; Sl.22:28; 47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Ap.19:6).

a) Vontade ou Auto-determinação:
A perfeição de Deus pela qual Ele, num ato sumamente simples, dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como tal) e às Suas criaturas por amor do Seu nome (Is.48:9,11,14; Ez.20:9,14,22,44; Ez.36:21-23).

A vontade de Deus recebe variadas classificações, pois à ela são aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets, tsebhu, ratson) e gregas (boule, thelema).

Vontade Preceptiva:
Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de Suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser desobedecida com freqüência (At.13:22; IJo.2:17; Dt.8:20).

Vontade Decretória:
Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer, quer pretenda realizá-lo causativamente, quer permita que venha a ocorrer por meio da livre ação de suas criaturas (At.2:23; Is.46:9-11). A vontade decretória é sempre obedecida.

A vontade decretória e a vontade preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo.

Vontade de Eudokia:
Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com desejo de ver alguma coisa feita. Esta vontade, embora não se relacione com o propósito de fazer algo, mas sim com o prazer de fazer algo, contudo corresponde àquilo que será realizado com certeza, tal como acontece com a vontade decretória (Sl.115:3; Is.44:28; Is.55:11).

Vontade de Eurestia:
Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas criaturas. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas façam, mas que pode ser desobedecido, tal como acontece com a vontade preceptiva (Is.65:12).

A vontade de eudokia não se refere somente ao bem, e nela não está sempre presente o elemento de deleite (Mt.11:26). A vontade de eudokia e a vontade de eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo.
Vontade de Beneplacitum: Também chamada Vontade Secreta. Abrange todo o conselho secreto e oculto de Deus. Quando esta vontade nos é revelada, ela torna-se na Vontade do Signum ou Vontade Revelada.

A distinção entre a vontade de beneplacitum e a vontade de signum encontra-se em Deuteronomio.29:29.

A vontade secreta é mencionada em Sl.115:3; Dn.4:17,25,32,35; Rm.9:18,19; Rm.11:33,34; Ef.1:5,9,11, enquanto que a vontade revelada é mencionada em Mt.7:21; Mt.12:50; Jo.4:34; Jo.7:17; Rm.12:2). Esta vontade está mui perto de nós (Dt.30:14; Rm.10:8).

A vontade secreta de Deus pertence a todas as coisas que Ele quer efetuar ou permitir, tal como acontece na vontade decretória, sendo portanto, absolutamente fixa e irrevogável.


b) Liberdade:
A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Deus age necessária e livremente. Assim como há conhecimento necessário e conhecimento livre, há também uma voluntas necessária = vontade necessária e uma voluntas libera = vontade livre. Na vontade necessária Deus não está sob nenhuma compulsão, mas age de acordo com a lei do Seu Ser, pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza santa. Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições.

As Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre, pois Deus determina voluntariamente o que e quem Ele criará; e os tempos, lugares e circunstâncias de suas vidas. Ele traça as veredas de todas as Suas criaturas, determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos (Jó.ll:10; Jó.23:13,14; Jó.33:13. Pv.16:4; Pv.21:1; Is.10:15; Is.29:16; Is.45:9; Mt.20:15; Ap.4:11;Rm.9:15-22; ICo.12:11).



C) Atributos Morais:


1) Santidade:
É a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas criaturas. Ser Santo vem do hebraico qadash que significa cortar ou separar. Neste sentido também o Novo testamento utiliza as palavras gregas hagiazo e hagios.
A santidade de Deus possui dois diferentes aspectos, podendo ser positiva ou negativa (Hb.1:9;Am.5:15; Rm.12:9).

a) Santidade Positiva:
Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente perfeito, puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJo.1:5; Is.57:15; IPe.1:15,16; Hc.1:13). A santidade positiva é amor ao bem.

b) Santidade Negativa:
Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal e de tudo quanto o aborrece (Lv.11:43-45; Dt.23:14; Jó.34:10; Pv.15:9,26; Is.59:1,2; Lc.20:26; Hc. 1:13; Pv.6:16-19; Dt.25:16; Sl.5:4-6). A santidade negativa é ódio ao mal.

Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se:

c) Retidão:
Também chamada justiça absoluta, é a retidão da natureza divina, em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade legislativa). Sl.145:17; Jr.12:1; Jo.17:25; Sl.116:5; Ed.9:15.

d) Justiça:
Também chamada justiça relativa, é a execução da retidão ou a expressão da justiça absoluta (santidade judicial). Strong a chama de santidade transitiva. A retidão é a fonte da Santidade de Deus, a justiça é a demonstração de Sua santidade.

A justiça de Deus pode ser retributiva e remunerativa. A justiça retributiva se divide em punitiva e corretiva. A justiça punitiva é aquela pela qual Deus pune os pecadores pela transgressão de Suas leis. Esta justiça de Deus exige a execução das penalidades impostas por Suas leis (Sl.3:5;11:4-7 Dt.32:4; Dn.9:12,14; Ex.9:23-27;34:7). A justiça corretiva é aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los (Hb.12:6,7). Aqueles que não são Seus filhos, Deus pune como um Juiz Severo (Rm.11:22; Hb.10:31), mas aos Seus filhos, Deus "pune" (corrige) como um Pai Amoroso (Jr.10:24;30:11;46:28; Sl.89:30-33; ICr.21:13) A justiça remunerativa é aquela pela qual Deus recompensa, com Suas bênçãos, aos homens pela obediência de Suas leis (Hb.6:10; IITm.4:8; ICo.4:5;3:11-15; Rm.2:6-10; IIJo.8)

e) Ira:
Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da santidade de Deus, pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo quanto contraria Sua santidade (Dt.32:39-41; Rm.11:22; Sl.95:11; Dt.1:34-37; Sl.95:11). Podemos, então, dizer que a ira é a manifestação da santidade negativa de Deus (Rm.1:18; IITs.1:5-10; Rm.5:9 etc). A ira é também designada de severidade (Rm.11:22).

2) Bondade:
É uma concepção genérica incluindo diversas variedades que se distinguem de acordo com os seus objetos. Bondade é perfeição absoluta e felicidade perfeita em Si mesmo (Mc.10:18; Lc.18:18,19; Sl.33:5; Sl.119:68; Sl.107:8; Na.1:7). A bondade implica na disposição de transmitir felicidade.

a) Benevolência:
É a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. E' a perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as Suas criaturas (Sl.145:9,15,16; Sl.36:6;104:21; Mt.5:45;6:26; Lc.6:35; At.14:17). Thiessen define benevolência como a afeição que Deus sente e manifesta para com Suas criaturas sensíveis e racionais. Ela resulta do fato de que a criatura é obra Sua; Ele não pode odiar qualquer coisa que tenha feito (Jó.14:15) mas apenas àquilo que foi acrescentado à Sua obra, que é o pecado (Ec.7:29).

b) Beneficência:
Enquanto que a benevolência é a bondade de Deus considerada em sua intenção ou disposição, a beneficência é a bondade em ação, quando seus atributos são conferidos.

c) Complacência:
É a aprovação às boas ações ou disposições. É aquilo em Deus que aprova todas as Suas próprias perfeições como também aquilo que se conforma com Ele (Sl.35:27; Sl.51:6; Is.42:1; Mt.3:17; Hb.13:16).

d) Longanimidade ou Paciência:
O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de rosto e daí também lento para a ira. O grego emprega makrothymia que significa ira longe. Portanto longanimidade é o aspecto da bondade de Deus em virtude do qual Ele tolera os pecadores, a despeito de sua prolongada desobediência. A longanimidade revela-se no adiamento do merecido julgamento (Ex.34:6; Sl.86:15; Rm.2:4; Rm.9:22; IPe.3:20; IIPe.3:15)

e) Misericórdia:
Também expressa pelos sinônimos compaixão, compassividade, piedade, benignidade, clemência e generosidade. No hebraico usa-se as palavras chesed e racham e no grego eleos. É a bondade de Deus demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça, independentemente dos seus méritos (Dt.5:10; Sl.57:10; Sl.86:5; ICr.16:34; IICr.7:6; Sl.116:5; Sl.136; Ed.3:11; Sl.145:9; Ez.18:23,32; Ex.33:11; Lc.6:35; Sl.143:12; Jó 6:14).

A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal do objeto, pois a misericórdia considera a criatura como infeliz, a paciência considera a criatura como criminosa; a misericórdia tem pena do ser humano em sua infelicidade, a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade. A infelicidade e sofrimento deriva-se de um justo desagrado divino, portanto exercer misericórdia é o ato divino de livrar o pecador do sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar, como conseqüência do desagrado divino.

f) Graça:
É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigna. Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de Deus a qual ele não merece receber (Ex.33:19).

Na misericórdia Deus suspende o sofrimento merecido, na graça Deus concede bênçãos não merecidas. Todo pecador merece ir para o inferno; assim Deus exerce Sua misericórdia livrando o pecador da condenação. Nenhum pecador merece ir para o paraíso; assim Deus exerce a Sua graça doando ao pecador o privilégio de ir gratuitamente para o paraíso.

Essa diferença entre misericórdia e graça é notada em relação aos anjos que não caíram. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, posto que jamais tiveram necessidade dela, pois não pecaram, nem ficaram debaixo dos efeitos da maldição. Todavia eles são objetos da livre e soberana graça de Deus pela qual foram eleitos (ITm.5:21) e preservados eternamente de pecado e colocados em posição de honra (Dn.7:10; IPe.3:22).

g) Amor:
A perfeição da natureza divina pela qual Ele é continuamente impelido a se comunicar. É, entretanto, não apenas um impulso emocional, mas uma afeição racional e voluntária, sendo fundamentada na verdade e santidade e no exercício da livre escolha. Este amor encontra seus objetos primários nas diversas Pessoas da Trindade. Assim, o universo e o homem são desnecessários para o exercício do amor de Deus. Amor é, portanto, a perfeição de Deus pela qual Ele é movido eternamente à Sua própria comunicação. Ele ama a Si mesmo, Suas virtudes, Sua obra e Seus dons.

3) Verdade:
É a consonância daquilo que é asseverado com o que pensa a Pessoa que fez a asseveração. Neste sentido a verdade é um atributo exclusivamente divino, pois com freqüência os homens erram nos testemunhos que prestam, simplesmente por estarem equivocados a respeito dos fatos, ou então por pura incapacidade fracassam em promessas que fizeram com honestas intenções. Mas a onisciência de Deus impede que Ele chegue a cometer qualquer equívoco, e a Sua onipotência e imutabilidade asseguram o cumprimento de Suas intenções (Dt.32:4; Sl.119:142; Jo.8:26; Rm.3:4; Tt.1:2; Nm.23:19; Hb.6:18; Ap.3:7; Jo.17:3; IJo.5:20; Jr.10:10; Jo.3:33; ITs.1:9; Ap.6:10; Sl.31:5; Jr.5:3; Is.25:1). Ao exercê-la para com a criatura, a verdade de Deus é conhecida como sua veracidade e fidelidade.

a) Veracidade:
Consiste nas declarações que Deus faz a respeito das coisas, conforme elas são, e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo. A veracidade fundamenta-se na onisciência de Deus.

b) Fidelidade:
Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaças. A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotência e imutabilidade (Dt.7:9; Sl.36:5; ICo.1:9; Hb.10:23; Dt.4:24; IITm.2:13; Sl.89:8; Lm.3:23; Sl.119:138; Sl.119:75; Sl.89:32,33; ITs.5:24; IPe.4:19; Hb.10:23).




Pr. Luis Antônio Ferraz




As ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB) e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)

jonas 3. as realidades do verdadeiro arrependimento



JONAS 3

TEMA: AS REALIDADES DO VERDADEIRO ARREPENDIMENTO

INTRODUÇÃO:

1. Arrependimento é uma das doutrinas bíblicas que segundo a teologia sistemática pertence à grande doutrina da salvação.

2. Segundo o teólogo Grudem, ele define o arrependimento da seguinte maneira:

“Arrependimento é a tristeza de coração pelo pecado, a renuncia ao pecado e o compromisso sincero de abandoná-lo e de andar em obediência a Cristo.” Ele ainda diz que arrependimento é algo que ocorre no coração e envolve a totalidade da pessoa na decisão de abandonar o pecado. Tendo como base bíblica o que diz aos Coríntios 7: 9,1.

“agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque o fostes para o arrependimento; pois segundo Deus fostes contristados, para que por nós não sofrêsseis dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.”

3. È sobre arrependimento que eu quero propor para todos nós nesta ocasião. Tendo em vista que este capítulo três do livro do profeta Jonas traz esta ênfase.

A. O arrependimento do profeta Jonas. Se bem que o seu arrependimento foi temporário e circunstancial como veremos em outra ocasião no cap. 4. Circunstancial por que ele foi colocado por Deus em uma situação sem saída, tendo que se arrepender e confessar os seus pecados. Como nos diz o cap.2 quando estava no ventre do peixe.

B. O arrependimento dos habitantes de Nínive. O povo de Nínive ao ouvir a mensagem da palavra de Deus por intermédio do profeta se arrependeu.

C. O arrependimento do rei da Assíria. Quando a noticia chegou ao rei, ele deixou o seu trono para se assentar nas cinzas e deixou suas vestes de rei para se vestir de pano de saco. Que era na época uma forma de demonstrar arrependimento.

D. O arrependimento do próprio Deus. Deus não se arrepende como diz Números 23.19 “ Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?” O que se diz aqui no livro do profeta Jonas não é uma contradição, mas, sim, que Deus viu o verdadeiro arrependimento dos habitantes de Nínive. De maneira que quem mudou não foi Deus, e sim os homens em contrição de alma

4. O que esse capítulo 3 nos ensina sobre as realidades do verdadeiro arrependimento: O que está incluído nas realidades do verdadeiro arrependimento.

I – Uma segunda oportunidade, V.1

1. É maravilhoso saber que Deus nos concede uma segunda chance. Talvez não déssemos uma segunda oportunidade pelo procedimento do profeta em fugir do Senhor, cap.1

2. Deus é infimamente diferente do homem. Ele é pleno em misericórdia e graça.

3. Deus tratou Jonas do mesmo modo como tratou: Manasses em II Crônicas 33:1-20. E o apóstolo Pedro em Jo.21:15-17.

II É gerado por Deus mediante sua palavra, V.2, 3, 4

1. A mensagem é Deus quem dá, v.2,3. Nós não temos o poder de mudar a mensagem do Senhor. Temos que entregá-la do modo como recebemos

2. A mensagem nem sempre é boa de ouvir. V. 4. Nem todas as vezes que Deus fala é sobre bênção, mudança para melhor ou promessas. Algumas vezes Deus anuncia seus juízos. Obedece que tem juízo.

3. A mensagem pode ser extremante curta V.4. Independente de seu tamanho é impactante, pois a palavra de Deus tem poder

4. Não existe coração duro que a palavra de Deus não consiga amolecer.

III – Tem um tempo determinado, V

1. Quarenta dias foi o tempo anunciado por Deus. Eles teriam que se converter neste período ou receberiam sua sentença.

2. Nos dias de Noé foram 120 anos.

3. Pedro nos fala sobre o tempo de espera do Senhor na nova aliança em Cristo, I Pe. 3: 8,9

“ Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.”

IV- O elemento fé, V.5

1. Sem fé é impossível agradar a Deus. Precisamos crer que o Deus que está sendo anunciado é verdadeiro e de fato cumpre o que diz.

2. A fé gera temor. Foi porque creram em Deus, que se humilharam diante do Senhor e se despertaram à buscá-lo.

3. A fé nasce em corações que jamais imaginaríamos. A semelhança dos corações dos Ninivitas.

4. Todo homem é salvo por meio da fé em Cristo. Ef. 2:8, 9.

V – Busca sincera a Deus, V.7-10.

1. Essa busca deve ser com restrição de nós mesmos, v. 7 Não é só o jejum, mas negar a si mesmo em todas as circunstâncias da vida.

2. Essa busca deve ser com humilhação, v.8. Reconhecimento da nossa fragilidade diante do Senhor.

3. Essa busca deve ser com clamor a pessoa certa, Deus, V.8 A oração é um elemento imprescíndível para buscarmos ao Senhor de todo coração.

4. Essa busca deve ser com conversão dos nossos maus caminhos, v.8. Mudança de vida é o começo da conversão sincera.

5. Essa busca deve ser com esperança, v.9

6. Essa busca deve ser aprovada por Deus, v. 10 Deus vê e conhece nossas atitudes no intimo.

Conclusão:

1. Deus é aquele que conhece nossos corações. Ele contemplou o coração dos habitantes de Nínive, poupando-os do juízo anunciada.

2. Eles de fato se converteram ao Senhor. Toda aquela geração foi salva por que creram em Deus, abandonado seus maus caminhos.

3. Arrependeram-se mediante a luz da revelação que receberam do Senhor. Não tinham igreja, pastor, rádios, folhetos, não ouviram sobre Jesus, os apóstolos, nem a doutrina do Cristianismo em tudo que ensina. Somente um profeta, com uma pequena mensagem.



terça-feira, 1 de março de 2016

Grupos Familiares de Crescimento e Multiplicação (GFCM)







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1.    Introdução
A igreja apostólica se expandiu rapidamente pregando o evangelho publicamente e de casa-em-casa. “Partiam o pão de casa-em-casa…” Atos 2:46; “de casa-em-casa não cessavam de ensinar…” Atos 5:42; “publicamente e também de casa-em-casa.” -Atos 20:20. Por dois anos Paulo pregava o evangelho dentro da sua própria casa – Atos 28:30-31; a igreja na casa de Lídia (Atos 16:40); a igreja na casa de Priscila e Áqüila (Romanos 16:3-5); a igreja na casa de Filemon (Filemon 2).
O método de Grupos Familiares é bíblico. O Senhor Jesus treinou os seus discípulos, deu as orientações necessárias, e os enviou de casa-em-casa ( Lucas 9:1-6 ). Posteriormente, enviou outros 70 discípulos também de casa-em-casa ( Lucas 10:1-10 ), os quais regressaram “possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” – Lc 10:17. Qual o propósito do Senhor Jesus ao enviá-los? O prosseguimento da obra e a expansão do seu reino por todo o mundo.
“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.” – Atos 5:42
2.    O que são Grupos familiares?

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São grupos que se reúnem uma vez por semana, em um determinado dia e hora acertado, com a finalidade de se estudar o texto bíblico e de promover comunhão. Em um grupo familiar é mais fácil fazermos discípulos. Jesus disse: “Ide e fazei discípulos.”
Outra definição de grupo familiar é: um grupo de pessoas salvas, devidamente integradas a uma igreja local, que se reúnem semanalmente com o fim de evangelizar pessoas não evangélicas (familiares, parentes, amigos e vizinhos).
O Grupo Familiar será formado com dois propósitos:- 1) evangelização; 2) multiplicação (isto é, uma vez alcançado crescimento, desdobrar-se-á em dois ou mais grupos com o fim de expandir a obra missionária, e gerar novos campos de trabalho para os novos líderes formados).
3.    Tamanho do grupo
Cada Grupo Familiar deverá ser composto, no mínimo, por três componentes e no máximo 15 pessoas. Não existe limite para o seu crescimento, no entanto, para melhor aproveitamento, quando o grupo alcançar o número de quinze componentes, é recomendável a  multiplicação, ou seja, é bom que este grupo seja dividido em um grupo menor para melhor aproveitamento.
É importante, que os membros do grupo familiar convidem pessoas novas para participarem das reuniões semanais. 

4.    Como Começar os grupos familiares
Há apenas uma maneira pela qual o sistema de grupos familiares terá êxito na igreja, se esse sistema for usado como ferramenta para evangelização. O pastor deve ser a pessoa-chave do empreendimento, pois ele exercerá a função de controle e coordenação.
Os primeiros passos para o estabelecimento de grupos familiares são muito importantes.
Primeiro, deve começar em pequena escala. Separar cerca de 10 pessoas e treiná-las para dirigentes dos grupos. Após o resultado desses grupos, envolver toda a igreja.
Selecionar os dirigentes certos, é essencial. Separar homens e mulheres que tenham a plenitude do Espírito Santo. Eis algumas qualificações que se deve procurar nos dirigentes dos grupos:
1.         Entusiasmo – os crentes novos, com freqüência, são muito bons líderes de grupo porque acabam de estabelecer um relacionamento pessoal com Cristo.
2.         Testemunho – Os crentes que têm um testemunho claro e poderoso do que Deus fez por eles são provas vivas de que o evangelho realmente funciona hoje. Tais crentes demonstram a realidade da vida de Cristo e outros são atraídos a eles.
3.         Dedicação – Geralmente é possível verificar se a pessoa é dedicada ao Senhor e à sua igreja, mediante a maneira pela qual tem demonstrado consagrar-se a preservar a unidade da vida da igreja. Os que estão prontos a criticar ou não acompanham a maioria não cumprirão com facilidade as recomendações do pastor no que se refere a grupos familiares.
4.         A plenitude do Espírito Santo – A dependência do Espírito Santo é essencial. Isso significa que o líder deve ser batizado com o Espírito Santo, com a evidência do falar em línguas. Assim, temos a segurança de uma pessoa que pode levar outros a Cristo, e que pode orar, com poder, pelas necessidades dos outros.
5.    Onde os grupos familiares podem se reunir
Em casas, escritórios, fábricas, escolas, estacionamentos, praças públicas, praças de alimentação de shoppings, restaurantes, estabelecimentos comerciais e até mesmo nas dependências da igreja. É importante que seja um local fixo, com horário previamente combinado.
O alvo é que os Grupos Familiares comecem a crescer e a multiplicar-se abundantemente para todas as direções da cidade, e alem das fronteiras. (Mt 28:19-20).
6.    Como é organizado um grupo familiar
Para funcionar, um grupo familiar precisa ter a seguinte organização:
01 Líder, 01 auxiliares do líder e 01 local para reuniões.
6.1) O líder.
É responsável pela reunião. Sua atuação é fundamental. É bom que o líder tenha maturidade. Que seja alguém que tem facilidade de ser relacionar com todo mundo. O líder tem a responsabilidade de dirigir as reuniões do grupo. Cabe ao líder ministrar os estudos ou escalar alguém para a cada ministrar os estudos do grupo familiar.
O líder é aquele que irá contribuir para que exista comunhão, amizade, integração entre os membros do grupo familiar. O líder deve sempre ligar ou entrar em contato com os membros do grupo que faltarem as reuniões.
6.2)       O auxiliar do líder.
É aquele que ajuda o líder em todas as necessidades, e pode substituÍ-lo em sua ausência. Pode ajuda-lo nos estudos, e em todas as áreas do grupo familiar.
6.3)       O local para reuniões.
Deve ser numa casa fixa, onde, semanalmente o grupo se encontrará para realizar as reuniões. É interessante que o dono da casa não se preocupe com o lanche, pois isto pode sobrecarrega-lo. Caso, o grupo familiar decida fazer um lanche, um café, ou chá, a responsabilidade desta tarefa deve ser dividida entre todos.
7.    Dia das reuniões
Todos os grupos se reunirão no mesmo dia. Em nossa igreja, esta reunião será nas quartas feiras, às 19:30hs.  Neste horário, estarão acontecendo várias reuniões simultâneas.
8.    Assuntos estudados no grupo
Os estudos debatidos nos grupos serão preparados com antecedência para os lideres, de modo que todos os lideres terão estes estudos em suas mãos. Os lideres ou a pessoa indicada por este deverá estudar o estudo a ser realizado no grupo familiar. O estudo é simples e numa linguagem prática.
9.    Como é a reunião do grupo
A reunião do grupo familiar deve ser informal. As pessoas devem estar a vontade. Todas devem falar e participar dos estudos e debates. Deixe também que a presença do Espírito Santo flua.
As partes desta reunião devem ser:
  • § Palavra de boa vinda. O líder pode perguntar como foi a semana de todos, pode fazer um momento de comunhão, por meio de uma música ou oração.
  • § Momento de louvor. Sugerimos no máximo duas músicas. Não é necessário instrumento. Se houver um use.
  • § Leitura bíblica e estudo bíblico na forma de debate. Tempo sugerido de 30 minutos.
  • § Oportunidade para pedidos de oração e pequenos testemunhos.
  • § Encerramento
10. Colocando em prática os grupos
1.         Dividir a cidade em distritos ou áreas estratégicas, conforme o número de líderes.
2.         Distribuir os crentes nos grupos familiares de maneira que ninguém fique sem um grupo para participar.
3.         As reuniões dos grupos familiares serão realizadas no mesmo dia da semana e no mesmo horário (Quarta feira 19:30h).
4.         Descobrir pessoas que tenham algum tipo de problema e tentar trazê-la para o grupo familiar, ajudando-as e levando-as a Cristo.
5.         Apoiar as pessoas que se decidirem na igreja, integrando-as no grupo familiar.
6.         Determinar alvos para os grupos. (Como por exemplo, ganhar 5 novas pessoas para Cristo no Grupo).
7.         Preencher relatório informando sobre cada reunião, em que conste: o nome de quem apresentou o programa, assistência e número de decisões.
8.         A reunião deve durar no máximo uma hora. Manter a pontualidade no horário de começar e de terminar a reunião.
9.         Somente os líderes estarão autorizados ao ensino, ou pregação. Para conceder oportunidade a pregadores de fora, só com o prévio consentimento do pastor.
10.      Embora o líder é quem ministra a palavra esboçada, os outros podem ter oportunidades para ministrar aos demais conforme o Espírito Santo lhe conceda.
11.      Se for oferecido algo para comer, que seja limitado a um simples café ou chá com biscoito e que seja oferecido no final da reunião. Porém, não é bom sobrecarregar ninguém com lanches.
12.      Quando o grupo crescer e ultrapassar 15 pessoas, ele será subdividido. Daí a importância de se formar/descobrir novos líderes dentro dos grupos.

Pr Josias Moura de Menezes