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terça-feira, 13 de agosto de 2019

O caminho sombrio para o suicídio de pastores.

Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?

Andrew Keller/Freeimages.com
Andrew Keller/Freeimages.com
De acordo com o Instituto Schaeffer, “70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério pastoral afeta negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”.
A causa mais comum noticiada para o suicídio de pastores e líderes é a depressão, associada a esgotamento físico e emocional, traições ministeriais, baixos salários e isolamento por falta de amigos.

DEPRESSÃO:
Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?
– A Bíblia menciona homens e mulheres fiéis que ficaram neste estado e que desejaram morrer — entre esses estão Rebeca, Jacó, Moisés e Jó. — Gn 2522; 37.35; Nm 11.13-15; Jó 14.13. Especialmente Elias (1 Reis 19.4)
– Elias teve um ministério de sucesso: previsão da seca; ressuscitou uma criança; enfrentou os profetas de Baal; etc.
– Tinha vigor físico – correu à frente do carro de Acabe (1 Reis 18.46) – ou seja, não tinha problemas físicos;
– Uma ameaça real – jurado de morte – fez perder o sentido da vida em um escalonamento (1 Reis 19.3 e 4):
  • Preocupação com a vida
  • Isolamento social
  • Desistência da vida
– O medo de perder a vida paradoxalmente o fez perder o sentido da vida
– Escalonamento de vitimização:
  • Ocorre em relacionamentos simétricos quando não há concordância sobre as posições de superioridade e sujeição na relação
  • Podem brigar pelo controle em suas posições (de superioridade ou sujeição) – existe pouco consenso em relação às posições e ambos acabam se sentindo vítimas
  • A escalação sacrificial se dá quando quem ganha perde
– Ameaças reais que se interpõe na vida cotidiana – podem ser o ‘gatilho’ para desencadear a falta de desejo pela vida:
  • falência financeira
  • término de um relacionamento amoroso – divórcio
  • perda do emprego
  • perda de uma pessoa amada, de um filho
  • fracasso profissional – injustiças
  • abandono social – falta de amigos

ESGOTAMENTO FÍSICO E EMOCIONAL:
Descanso e saúde:
– Trabalho e descanso marcam um ritmo vital
  • São atitudes complementárias
  • Uma iniciativa humana que se articula complementarmente através do “descanso” com a natureza própria da vida
– Quando o homem descansa, ele não interrompe sua tarefa vital, apenas a significa
  • Outorga um sentido – trabalha confiante que sua tarefa é um prolongamento de uma bondade que se afirma no próprio Deus
  • O trabalho do homem não se assegura em um rendimento transacional, mas em uma mutualidade originada na doação do tempo que cada um de nós recebe com um presente.
– Descansar é um comportamento que surge de estar existencialmente “confiado”:
  • Crer que cada um faz o que faz a partir de uma “boa vontade”, ou seja, da própria espontaneidade da vida
  • É deixar que a beleza da rosa o atravesse, enquanto se trabalha e criar com o martelo que labora os ritmos de descanso que o florescer da rosa convida
  • Descansar é imprescindível para uma vida saudável:
    • Descansar significa “ser capaz de distanciar-se daquilo que nos torna obsessivos”
    • Esta disposição está ligada à nossa corporalidade e é independente de nossa vontade – não pode ser fabricado, apenas chega a nós
    • O descanso é aquilo que nos faz dormir em paz
  • As manobras da sociedade de consumo:
    • A tentativa de descanso através da “prótese”: excesso de álcool, tranquilizantes, compulsões (do turismo merecido até a religião tóxica, passando por uma sexualidade de performance)
  • O descanso é como uma visita que realça a hospitalidade própria do amor, criando uma nova fecundidade onde o cansaço havia obscurecido a esperança
  • Em síntese: descansar é RE-VIVER!

FALTA DE AMIGOS:
  • Pastores têm poucos amigos, às vezes nenhum.
  • Em reuniões exclusivas para pastores, a maioria conta proezas, sucessos, vitórias e conquistas na presença dos demais, num clima de competição para mostrar que possui êxito no exercício ministerial.
  • Na conversa íntima dos consultórios, o sofrimento se revela.
  • Pastores contemporâneos são cobrados como – e muitos se sujeitam a ser – executivos que precisam oferecer resultados numéricos às suas instituições.
  • Há uma relação circular perversa de falso significado de sucesso: pastor e instituição se conluiam em uma rota autodestrutiva
  • A figura do pastor-pai-cuidador está escassa; aquele que expõe a Palavra à comunidade-família, aconselha os que sofrem e cuida dos enfermos e das viúvas.
  • Há uma crise de identidade funcional entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional.

Estratégias de poder
Poder SOBRE:
Estratégias de compaixão
Poder COM:
curarcuidar
expertajudador
técnicointeração
distância emocionalenvolvimento
unidirecionalcircular
razãoimaginação
 
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
faloescuto
dirijoconvido
coloco/retirosintonizo
protejoanimo
resgatocompartilho
controlorelevo
interpretosou sensível
 
eu me sintoeu me sinto
ansiosolivre
cansadosolto
temerosoalerta
obrigadocorresponsável
 
eu estou comprometido comeu estou comprometido com
a soluçãorelacionar alma com alma
respostassentimentos
circunstânciaspessoas
estar bemter compaixão
 
espero que a persona viva minhas expectativasconfio que o  processo me permita dançar com…

ALGUMAS ALTERNATIVAS:
Pastores:
  • Encontrar um amigo que o aceite como é, com suas bobagens e defeitos, com quem se possa “jogar conversa fora” e não se saiba explicar o porquê da amizade.
  • Encontrar um conselheiro ou terapeuta de confiança para abrir a alma.
  • Ter tempo para o SHABATT – fora do padrão compulsivo
  • Descobrir a importância do “descanso relacional”
  • Estar atento às relações de escalonamento sacrificial – especialmente com a instituição (representada por dirigentes/membros obsessivos)
Instituições:
  • Promover encontros de pastores que possuam caráter terapêutico/curador. Com facilitadores habilitados na condução de compartilhamento de emoções que afetam a vida pastoral;
  • Diminuir as pressões de resultados numéricos sobre a função pastoral.
  • Estar atenta a um padrão mínimo de orçamento-salário pastoral, para que ele e sua família não sofram privações.
  • Desmitificar pseudo-hierarquizações: papéis x poder, realçando a humanidade de todos e o pertencimento mútuo.
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sábado, 10 de agosto de 2019

DIA DOS PAIS, QUANDO SURGIU A DATA?

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 Em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Já adulta, Sonora se sentia orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. A partir daí a comemoração se difundiu da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972). O Dia dos Pais no Brasil, foi importado pelo publicitário Sylvio Bhering. Instituído no dia 14 de Agosto de 1953, atualmente é comemorado no 2º domingo do mês de agosto, sendo a data brasileira diferente da americana e europeia.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Não te impacientes...



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Peter Marshal, capelão do Senado americano foi um brilhante orador. Um dos seus sermoes mais marcantes foi: “Pecado no tempo presente!”.

Ele narra a história de um pai e seu filho interagindo. Eles costumavam levar suas colheitas para venderem na cidade num determinado dia da semana. O filho era extremamente agitado, ao passo que o pai era calmo e paciente.
Muitos anos atrás, no Japão, havia um rapaz que cultivava um pequeno canto de terra.

Diversas vezes por ano, carregavam o carro de boi com verdura e iam à cidade mais próxima. A não ser o nome e o pequenino canto de terra, pai e filho tinham muito pouca coisa em comum. O velho cria em não trabalhar demais...e o filho era ativo.

Certa madrugada carregaram o carro, atrelaram o boi, e saíram a caminho. O jovem calculou que, se acordassem cedo, logo poderiam estar na cidade para vender seus produtos. Andava ao lado do boi, picando-o com o aguilhão para andar.

-“Calma”, dizia o velho. “Você viverá mais”

-“Se chegarmos ao mercado antes dos outros”, disse seu filho, “teremos a oportunidade de conseguir melhores preços”.

O velho puxou o chapéu sobre os olhos e pôs-se a dormir no banco. Seis quilômetros depois, chegaram a uma pequenina casa.

-“Cá está a casa de seu tio”, disse o pai. “Vamos parar e dizer bom dia?”.

-“Já perdemos uma hora”, retrucou o rapaz.

- “Então mais alguns minutinhos não farão diferença”, replicou o pai. Meu irmão e eu vivemos tão perto e quase nunca nos vemos”.

O moço se movia impaciente enquanto os dois senhores conversavam e davam boas risadas, tomando o seu chá. A caminho outra vez, o pai, por sua vez se incumbiu do boi. Um pouco mais adiante, chegaram a uma encruzilhada. O velho tocou o boi à direita.

-“O caminho à esquerda é mais curto”, disse o rapaz.

-“Eu sei”, disse o velho, mas este é mais bonito.

-“Você não faz caso tempo, faz?”, perguntou, impaciente, o jovem.

-“Faço muito caso” disse o velho. “É por isso que eu gosto de usá-lo para ver coisas bonitas”.

O caminho a direita passava por florestas e flores do mato. O jovem estava tão ansioso que não reparou quão belo era a natureza.

-“Esta é a última viagem que faço com o Senhor”, disse zangado o filho. O senhor se incomoda muito mais com flores de que com ganhar dinheiro”.
-“Isso é a coisa mais amável que você me diz há muito tempo” sorriu o velho.
Dois quilometros adiante, encontraram um fazendeiro tentar tirar seu carro de um buraco.

-“Vamos ajudá-lo”, disse o pai.

-“...e perder mais tempo?” explodiu o filho.

-“calma” disse o velho. “você poderá cair num buraco também algum dia”.

Quando conseguiram tirar o carro, tinham perdido um tempo precioso, na visão daquele rapaz, eram quase 8 horas da manhã, iam chegar tarde à feira, apesar de terem acordado tão cedo. Iam perder bons negócios...

Repentinamente um som estranho e um risco estranho rasgou o céu. Ouviu-se um trovão, assustador.

Além das montanhas, os céus ficaram negros.

-“Parece que vai chover muito na cidade”, disse o velho.

-“Se não tivéssemos perdido tempo, teríamos vendido tudo já!  resmungou o filho.

-“Calma, disse o velho, você viverá mais”.

Quando alcançaram, ainda bem distante, o topo do morro, ficaram perplexos com um o que viram. Por detrás daquele trovão, daquele barulho, e das nuvens escuras nos céus, viram uma cidade completamente destruída.

Ficaram olhando por longo tempo, nenhum deles falou.

Finalmente o moço que estivera em com tanta pressa disse. “compreendo o que o Senhor quis dizer, papai”.

Viraram o carro e afastaram da cidade que tinha sido Hiroshima

Rev Samuel Vieira.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

04 Razões Porque Festas Juninas Evangélicas São Sincréticas E Afrontam A Deus.




Existe uma linha extremamente tênue entre contextualização e sincretismo religioso. Na verdade, ouso afirmar que não são poucos aqueles que no afã de contextualizarem a mensagem sincretizaram o Evangelho.


Antes de qualquer coisa, gostaria de afirmar que acredito na necessidade de que contextualizemos a mensagem da Salvação Eterna, sem que com isso, negociemos a essência do evangelho. O problema é que devido a "gospelização" da fé, parte da igreja brasileira começou a considerar todo e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa como lícita, proporcionando com isso a participação dos crentes em eventos deste naipe, desde que portanto, houvesse mudança de nomenclatura. Nessa perspectiva, apareceram as baladas, festas e boates gospel, como também os arraiais evangélicos.

Diante do exposto, gostaria de ressaltar de forma prática e objetiva as principais razões porque não considero lícito ou adequado cristãos organizarem ou participarem de arraiais evangélicos:


1-) O Background histórico das festas juninas são idólatras, onde o objetivo final é venerar os chamados “santos católicos”.


Bom, ao ler essa afirmação talvez você esteja dizendo consigo mesmo: "Há, tudo bem, eu concordo, mas a festa junina que eu vou não é católica e sim evangélica, portanto, não rola idolatria."


Pois é, o fato de transformarmos uma festa idólatra numa festa gospel, não a torna uma festa legitimamente cristã. Do ponto de vista das Escrituras é preciso que entendamos que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo.

2-) Um outro ponto que precisa ser considerado é que ao criarmos uma festa junina evangélica sem que percebamos estamos contribuindo com a sincretização do evangelho. Um dos graves problemas da igreja ao longo da história sempre foi a sincretização da fé.

3-) Em terceiro lugar acredito que a participação, bem como organização de festas juninas por parte dos cristãos aponta efetivamente para a "mundanização" da igreja. Paulo, em Romanos, nos ensina a não nos conformarmos com este século, (Romanos 12:1-2), o que significa nada mais, nada menos do que tomar a "forma" desde mundo.

4) Festa Junina não é evangelismo. Festa junina é paganismo. No afã de evangelizar, parte da igreja brasileira tem se aproximado de conceitos anticristãos, negociando assim, valores que jamais deveriam ser negociados. Talvez alguns estejam dizendo consigo mesmo: "O importante é que dá certo, por isso não vejo problemas em participar de uma festa junina. Quantos incrédulos não vão a esses eventos?" Ora, como já escrevi inúmeras vezes, o fato de uma coisa dar certo, não significa que ela esteja certa. Entretenimento nunca foi a melhor estratégia usada para a evangelização.

Como bem dizia Spurgeon a Palavra de Deus em nenhum momento nos incentiva a promover entretenimento com vistas a ganhar o perdido. o pregador inglês costumava afirmar que “Em nenhuma parte das Escrituras se diz que prover entretenimento às pessoas é uma função da Igreja.” Ele também afirmou que o diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo."

Diante do exposto não possuo a menor dúvida em afirmar que as igrejas que organizam festas juninas com danças, vestes caipiras e outras coisas mais, romperam a linha limite da contextualização embarcando de cabeça no barco do sincretismo.

Isto posto, me parece coerente e sábio que em situações deste tipo apliquemos a orientação paulina que diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntios 10:22-23)

É que penso!

Renato Vargens